Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mateus 5.3).

 

A felicidade tem sido, desde tempos memoráveis, a grande busca da humanidade. Queiramos ou não, tudo o que fazemos, em todos os âmbitos da nossa vida, visamos à felicidade. Ninguém faz nada para ser infeliz, miserável, desgraçado ou outra coisa qualquer. Entretanto, nem sempre conseguimos realizar o nosso sonho dourado, alcançando, assim, uma vida feliz, visto que, quase sempre, acabamos investindo em projetos que não produzem a felicidade esperada, trazendo-nos grandes frustrações.

 

O que encontramos no “Sermão do Monte” é exatamente uma proposta de vida feliz, de bem-aventurança, de felicidade. John MacArthur Jr. afirmou: “Jesus está oferecendo bênção e felicidade com base em um modo de vida, um ideal de justiça e um padrão que envolve abnegação”. O “Sermão do Monte” nos mostra o caminho da felicidade e este caminho começa com a humildade, ou seja, a porta de entrada para o caminho da felicidade é a humildade.

 

John MacArthur Jr. explica: “A vontade de Deus é que sejamos felizes. Deus quer que sejamos abençoados. E nos concede princípios por meio dos quais podemos sê-lo”. Portanto, precisamos aprender a andar na estrada da humildade para conseguirmos a felicidade prometida. Ser humilde, não significa, necessariamente, ser pobre, no sentido físico, financeiro.

 

Não é desse tipo de humildade ou de pobreza que Jesus está falando. Champlin define essa humildade como sendo “uma atitude do coração, o reconhecimento da grandeza de Deus e a necessidade de desenvolvimento espiritual, tendo a perfeição de Cristo como modelo”. O termo grego usado para descrever “humildade” significa literalmente: “Desprovido das riquezas do mundo; descreve um mendigo, desesperadamente envergonhado até para deixar que sua identidade seja revelada. Não significa apenas ser pobre, mas estar totalmente desprovido de qualquer possibilidade de sobrevivência”. Isto significa que espiritualmente falando, nos encontramos absolutamente vazios, pobres e desamparados. Não temos nenhuma capacidade, por nós mesmos de dirigirmos a nossa vida. Jesus está afirmando: “Quer ser feliz, então se despoje de tudo, abra mão de tudo, reconheça a sua total incapacidade, dependa exclusivamente de mim”.

 

Alguns textos bíblicos são singulares nesse sentido, vejamos: “Mas o homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da minha palavra”. (Isaías 66.2) “Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido”. (Salmo 34.18) O Salmo 51.17 diz: “Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus”. MacArthur afirma: “Humildade de espírito é alguém sem auto-suficiência”.

 

Concluindo, Jesus afirma que os humildes de espírito herdarão o reino dos céus. Nesta terra, os desprovidos não podem esperar nada além de tristezas, misérias, decepções, sofrimento e morte, mas no reino de Deus, aqueles que são humildes e desprovidos de qualquer condição espiritual e reconhecem isso e clamam pela misericórdia de Deus, herdarão o reino de Deus. Por isso, ainda que tudo nos incentive ao contrário, que busquemos viver uma vida de humildade.

 

Carlos Henrique